sexta-feira, 23 de setembro de 2016

I'll be the reason for your pain and you can put the blame on me

Lista cronológica das vezes em que EU fui a errada em um ~relacionamento~

2005. Guilherme
Guilherme tocava instrumentos musicais, tocou Van Halen pra mim e tocava numa banda cujo nome fazia uma "homenagem" à masturbação.... Mas não tocava o meu coração. Eu nunca falei que não gostava dele porque gostava da atenção que recebia. Usei só pra fazer inveja nas amiguinhas dizendo que um carinha de banda tava tocando Van Halen pra mim.


2005. Sem-amor-próprio (não basta ser cruel eu ainda inventei um apelido horrível pra ele)
SAM (Sem amor próprio) foi em uma festa de 15 anos só porque eu estaria lá e eu só beijei SAM naquela festa porque ele me disse isso, no maior estilo "ah, tá bom, né? Já que você veio...". Eu beijei SAM e achei uma bosta. Ao invés de dizer para SAM que eu preferia mastigar um ouriço ao invés de beijá-lo novamente, eu inventei que a gente não poderia sair de novo porque eu tava triste com o falecimento da minha vó. Minha avó morreu em 2003.


2007. Fossa número 1 (mas antes de ser a fossa número 1, obviamente)
Eu gostava dele. Muito. Mas eu não sabia demonstrar e não queria que ele demonstrasse para os outros que gostava de mim. Ao invés de falar que eu queria um namoro discreto eu era absurdamente grossa quando ele fazia alguma demonstração pública de afeto. É. Nível repreender cachorro pra ele não fazer mais aquilo. É.
Ah, e em 2007 eu terminei o namoro dizendo que queria me dedicar ao vestibular. Nos seis meses em que ficamos separados eu:
1. Peguei professor do cursinho;
2. Peguei alunos do cursinho.
E pior ainda: Quando nós voltamos eu passei MESES zoando a moça que ele pegou enquanto estávamos separados porque ela tinha bigode. É. Lixo.

2010/11. Pirituba
Eu estava no meio da Fossa número 1 e esse cara lindo apareceu dando em cima de mim. Eu encarei como brincadeira, mas fui a única. Quando rolou o pedido de namoro eu zombei achando que era brincadeira. Não era.

2013. O emocore tardio.
Esse nunca foi direto a ponto de eu ter que dar um fora, mas sempre rodeia (até hoje) e eu sempre respondo as mensagens. Eu me sinto um pouco mal, pois não dá pra cortar o papo de vez sem parecer o tipo de gente (esnobe pra caralho) que fala "Olha, eu sei que você tá dando em cima de mim, então para porque não vai rolar" ja que ele NUNCA foi direto (mas a gente sabe quando um cara tá dando em cima da gente, né?)

2014. Paulo Nobre cover.
Depois de todo o fracasso que foi a situação "Paulo" ele me levou pra casa e eu, na hora de dar tchau, beijei o cara. Sim. Beijão mesmo, com lingua e esforço. Beijei sem a menor vontade de beijar, depois de já ter decidido que eu JAMAIS olharia novamente na cara dele de novo assim que saisse daquele carro (tomei o cuidado de pedir pra ele me deixar na avenida porque nem queria que ele visse onde eu moro). Obviamente o cara EMPOLGOU™ e mandou umas mensagens depois - que eu não respondi, claro.

2014. O "Escolhi esperar"
Era intercambista de Letras de Cabo Verde na USP, na época da Copa. Flertamos, saímos e ele me disse que não íamos transar porque ele acreditava em esperar blábláblá
No último final de semana dele no Brasil nós fomos numa festa de despedida pra ele e uns amigos dele que também estariam voltando pros seus respectivos países e, a certa altura, eu já bem altinha de cerveja, mandei um "E se a gente transasse, hein? Você já tá voltando, a gente nao via se ver de novo, ninguém vai saber... Podia rolar, né?" bem despretensioso mesmo, só pra ZOAR. E ele topou.
Obviamente foi horrível, né? Vocês lembram como foi a primeira vez de vocês? Então. Horrível. 
E eu dei graças ao bom Deus por eu REALMENTE não ter que ver a cara dele de novo. Espero não ter gerado uma crise na fé do cara porque eu parei pra pensar aqui e realmente não lembro do nome africano dele. Devo ter em algum diário, mas o desinteresse é tanto que eu nem quero ir atrás.

2014. O cara das batatas
Eu acho esse cara até hoje uma pessoa bem bacana. Na época da Copa a gente começou a conversar e eu quis sair com ele, as - EU JURO - era só pra bater papo, tomar cerveja e comer fritas, porque o cara é muito legal. Então eu chamei o cara pra sair e, como ele nunca tinha demonstrado interesse em mim, achei que ele tinha topado porque tava afim de bater papo também. Foi totalmente sem maldade, juro pra vocês.
Mas aparentemente a gente não combinou isso direito e ele, no meio do rolê, começou com aquelas tentativas meio clichêzinhas de flerte, tipo... Pegar na mão, chegar perto... E eu, mesmo sem interesse, correspondi porque... Por quê não?
Bom... O fato de ter rolado tudo o que rolou e de ter sido um HORROR do jeito que foi, inclusive me deixando até hoje com uns tremiliques toda vez que lembro dessa história só mostra que de vez em quando eu preciso parar de pensar com os hormônios. Tudo teria sido melhor se eu tivesse mandado um "WOW, CAMPEÃO, NÃO SEI SE VOCÊ ENTENDEU MUITO BEM O QUE EU VIM FAZER AQUI... MAS EU SÓ VIM PELAS BATATAS".



Aliás, de todas essas história sobre ser babaca eu tirei três lições bem importantes:
1. NÃO dar mole pra um cara só porque ele está dando pra você, PRINCIPALMENTE se você não quer nada com o cara;
2. NÃO precisa ir até o fim com um cara pra saber se não deu certo se, num beijo, você já sacou que não deu certo. Se não combina no básico, não vai ser no espalhafatoso maravilhoso que vai dar, né?
3. FRIES BEFORE GUYS.

Eu só falei das batatas porque queria colocar esse gif aqui? Talvez.


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

How about grieving it all one at a time?

Eu tenho recebido tanto amor, tanto apoio, tanto carinho, tanto chamego, tantos mimos, tanta energia boa de tanta gente que acho que vou ter que adicionar um agradecimento à 2ª maior fossa da minha vida da próxima vez que for rezar por ele por ter feito DE NOVO com que eu tivesse uma visão mais clara de quem é meu amigo e gosta de mim.
É meio estranho pensar assim, mas é bem real.

Eu tava sem celular e sem acesso às redes sociais durante o dia - o que não impediu que várias pessoas se agitassem pra me darem pelo menos um sinalzinho de vida dizendo que sentiam muito pela minha perda e que estavam disponíveis caso eu precisasse encostar a minha cabecinha no ombro de alguém e chorar.  Eu recebi emails, eu recebi tweets com __o__, eu recebi DMs, eu recebi mensagens no Facebook, eu recebi comentários aqui no blog (e até um de um querido queridíssimo que eu não sabia que lia o blog e comentou em outro post aleatório só porque é diferentão e não gosta de aparecer hahaha), eu recebi LIGAÇÕES EM CASA e uma pessoa chegou a colar aqui em casa com uma caixa de bombom enquanto eu tava na firma só pra eu ter algum doce pra comer quando eu chegasse em casa (sério, tem coisa mais <3 que isso?).

Pra alguém que foi criada rodeada de amor e atenção é bem esquisito eu me surpreender com demonstrações de afeto, mas é assim que eu rolo. Porééééééem... O fato de que eu estranho e me surpreendo não quer dizer que eu não saiba agradecer.

Então, de verdade, obrigada pelo carinho que vocês tem demonstrado. Sério.



sábado, 10 de setembro de 2016

When the days they seem to fall through you just let them go

a.k.a "Ah, bicho, tá foda pra caralho e eu preferiria sinceramente fingir que nada tá acontecendo - mas infelizmente não tá rolando fazer a dissimulada, então a outra opção é ser corajosa"

Andy Bellefleur, de True Blood, foi um bostão em 99% da série... Mas AQUELE 1% valeu a pena (ê ê).

Quando eu comecei a fazer terapia, há muito tempo atrás, uma das minhas principais "metas" era aprender a demonstrar mais o que eu sinto e não ser tão durona escondendo as coisas por medo de magoar os outros ou me magoar por não ser correspondida. O que eu precisava aprender (e ainda preciso) é que meus sentimentos são meus e eu vou tê-los independentemente do que os outros vierem a fazer, então a melhor coisa que eu posso fazer é expressá-los pra não ter que viver com uma carga dobrada (sentir e não demonstrar). Parece óbvio e fácil, mas não é. Nunca foi e eu acho que talvez nunca venha a ser uma coisa que eu consiga fazer sem me pelar de medo antes, ou levantar um mol de desconfiança dos outros depois. Paciência.

Dito isso... Tem sido muito difícil viver na minha cabeça esses dias. Muito. Mais do que o normal. Nessas últimas duas semanas não teve UM ÚNICO DIA que não rolou uma babaquice gigantesca na minha vida, em todos os aspectos dela: Acadêmico, profissional, familiar, politico (sinceramente eu não quero falar disso porque tô puta além do que seria aceitável, num nível que é ATÉ BOM que eu não mostre meus sentimentos e não execute nenhuma ação que eu planejei na minha cabeça. Sério.) amoroso e até no meio dos amigos, que estava sendo o meu refúgio pro tsunami de cocô que minha vida se tornou. Em 04 de setembro de 2016, dia em que escrevo este post, não existe NENHUM campo que eu olhe agora e pense "hmmm... Aqui tá agradável! Dá pra eu me esconder aqui até tudo passar". Nenhum.

Então, ao invés de me afogar num poço de azedume, de auto-ironia e de niilismo eu decidi levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima e botar em prática aquela historinha que diz que a gente tem que ter serenidade pra aceitar o que não dá pra mudar, coragem para mudar o que a gente pode e e sabedoria para conseguir saber qual situação é cada uma. Foi uma semana bem louca essa que passou, porque eu me dediquei um bocado em separar as coisas.

A coisa política não dá pra mudar, a parte profissional muito menos (não por enquanto), a coisa familiar eu consigo em partes e aí restaram as partes acadêmica, amorosa e fraterna (é assim que a gente fala dos amigos?) que eu consigo virar desde que tenha - isso mesmo - coragem pra PRINCIPALMENTE demonstrar o que eu sinto e quero.

Tá sendo um caminho complicado, mas eu me fodi o suficiente pra poder tirar algumas lições de algumas coisas. Vamos acompanhar.



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Ahhhh... E eu preciso dizer uma coisinha meio aleatória: Todo comentário que eu recebo aqui dizendo que vocês conseguem se identificar com o que eu escrevo e gostam do jeito que eu faço rola um misto de sentimentos bem daora aqui: Ao mesmo tempo que isso infla o meu ego e me deixa feliz pra caramba - já que eu NÃO divulgo o blog porque sou insegura pra caramba sobre o meu jeito de escrever e eu não faço ideia de como vocês chegaram até aqui (aliás, COMO FOI QUE VOCÊS CHEGARAM AQUI? Por favor me contem, tô curiosa. Eu não sei responder os comentários, então não vou... Mas saibam que eu leio todos e guardo na pastinha "pra quando eu tiver vontade de apagar o blog e nunca mais escrever nada") - eu fico um pouco preocupada com essa certeza de que tá foda pra todo mundo e a babaquice tem se espalhado de um jeito que é FODA, bicho.

It doesn't hurt me. Do you want to feel how it feels?

Eu acho que não tenho como saber se tudo o que eu tenho pensado recentemente sobre a 2ª maior fossa da minha vida está sendo influenciado pelo fato de que ele morreu. Eu sei que possivelmente esse fato tem a ver com boa parte do que eu tenho sentido, mas não posso dizer o quanto já estava lá antes e o que surgiu agora. Acho que tá tudo misturado demais e tudo o que eu disser agora corre o risco de ser meio incorreto.
Mas saber isso não me impede de querer dizer, então eu digo.
Até porque eu PRECISO dizer. Eu tenho evitado dizer coisas sobre ele aqui nesse blog desde que comecei com ele, mas não significa que eu não tenha falado sobre ele em outros lugares.

Eu falei muito sobre esse cara na terapia, porque eu sei que foi logo que a gente parou de se ver que eu comecei a ter essa ideia de "Eu nunca mais vou namorar". Foi lá em 2013 que eu passei a ter a noção de que essa coisa de relacionamentos amorosos não era pra mim, porque se um cara que era uma combinação agradável e bem proporcional do que eu queria com o que eu precisava não conseguia "se encaixar" na minha vida eu estava sinceramente inclinada a pensar que nenhum outro faria isso. Nunca mais. Eu ainda acho, na real. 

Mas agora falar sobre ele - e pensar nele - me causa uma sensação esquisita. É meio estranho pensar que tudo o que eu decidir sobre ele por esses dias vai ser pra sempre  porque ele não vai poder retrucar. Mesmo que eu decidisse só pra mim, eu nunca mais terei a oportunidade de ver nada acontecer pra mudar minha opinião. Nada mais vai acontecer pra me dar novos elementos pra repensar ou mudar de ideia sobre ele. Ter morrido foi o ato final e definitivo da Fossa número 2.

É meio complicado pensar isso, né? Principalmente porque desde que ele morreu eu não pensei em NADA DE RUIM sobre ele. Nada. Só consigo me lembrar das coisas boas de quando estávamos juntos - e foram muitas, porque o final pode ter sido amargo, mas durante foi ótimo. Eu não teria sofrido tanto no final caso o meio e o começo não tivessem sido bons (eu sou dodói, mas NÃO TANTO). 

Daí uma coisa leva a outra e eu me peguei pensando no quanto a morte influencia a gente e como a gente meio que endeusa mesmo quem morreu simplesmente porque sim - E em como isso é bom, né? De um jeito meio egoísta é bom, porque desse jeito a gente só guarda o que foi bom. Pelo menos comigo tá sendo bom, porque COMIGO eu só tô deixando o que foi bom. Eu sei o que ele me fez de ruim e sei o quanto a rejeição e a traição deixaram marcas... Mas isso, sinceramente, não importa tanto agora porque durante todos esses dias eu lembrei de um monte de detalhes e coisinhas que ele fazia e eram incríveis e o quanto ele potencializava tudo o que eu tinha de bom. Eu só consigo lembrar do quanto ele era um baita amigo, do quanto ele tinha O DOM de deixar todo mundo que estava por perto feliz e se sentindo importante. Ele sempre foi o tipo de gente que muda o clima de um lugar pra melhor. Quando ele chegava em um lugar todo mundo ficava bem. Ele fazia isso, era essa a "coisa" dele.
Foi por isso que me aproximei e por isso eu me sentia imensamente privilegiada por ele gostar tanto de mim, e por ele querer ficar comigo. Foi por isso também que, quando ele saiu fora do jeito amargo que saiu, a rejeição veio tão forte e com ela esse monte de traumas e neuras que tenho hoje. Eu sei que ele foi só o estopim, a culpa disso é bem mais minha do que dele - mas novamente: Eu não sei o quanto do que eu tô sentindo é influenciado pela perda, mas é foda mesmo assim.

Eu ia dizer que é como se ele estivesse indo embora de novo, mas... né... Ele foi. E de vez. 

Complicado.

A gente só saca como a morte é definitiva quando ela acontece perto da gente e a gente tem que lidar de cara com a ausência de quem se foi.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Once upon a time I was falling in love... But now I'm only falling apart

Você entrou na minha vida porque minha melhor amiga me disse que eu estava perdendo tempo com os caras babacas com quem eu estava saindo e que conhecia um cara com quem eu ia gostar de sair, porque era um cara maravilhoso e que tinha uma queda por mim desde antes de eu terminar o meu primeiro namoro - e que ela só não tinha me falado de você antes justamente por causa do namoro.
Quando meu namoro acabou você estava namorando e nosso "encontro" demorou mais um ano pra acontecer.

Você entrou na minha vida num sábado de Sol meio preguiçoso, na Estação Vergueiro do Metrô de São Paulo. Eu sempre chego antes pra me recompor da ~viagem~ de metrô e você chegou ainda antes porque não conseguiu esperar até dar a hora de me conhecer. Foi isso o que você me disse e é nisso que eu gosto de acreditar. Eu lembro que eu perdi o fôlego quando te vi ao vivo, porque NENHUMA FOTO fazia jus ao quão bonito você era - e eu lembro que foi a primeira vez que eu fiquei feliz por ter ficado ansiosa no metrô, porque você achou que eu tava nervosa por causa da minha claustrofobia e não por sua causa.

Você entrou na minha vida e perguntou o que eu estava sentindo, numa época em que eu estava sentindo TANTA COISA e não tinha falado delas pra quase ninguém. Você perguntou e ouviu o que eu tinha pra dizer e me disse "Menina, vai ficar tudo bem, eu tenho certeza disso" e eu tinha CERTEZA que nada ia ficar bem, principalmente com você me chamando de menina e sendo tão bonito daquele jeito. Meu Deus, como você estava bonito aquele dia. Já se passaram mais de três anos e eu ainda fico meio apavorada com o quanto eu te achei bonito aquele dia (e todos os outros).

Você entrou na minha vida e, depois da gente conversar por algumas horas, me roubou um beijo e eu me senti como se eu fosse preciosa, como se eu fosse a pessoa mais importante no mundo naquele momento e tudo o que eu merecia era ser tratada com carinho. Você me beijou e riu porque eu fiquei sem palavras, aquela risada meio baixinha, meio sarcástica e totalmente sem vergonha que eu aprendi a gostar desde a primeira vez que eu ouvi.

Você entrou na minha vida e me fez tão bem logo de cara que eu senti demais você aparecer tão pouco e tão poucas vezes nela. Eu não achava justo você ser tão maravilhoso, ser tão MEU (e fazer com que eu me sentisse tão SUA, mesmo eu não querendo admitir isso) e ser TÃO POUCO. Eu cobrei sua presença e sua atenção porque você sempre fazia com que eu me sentisse maravilhosa na sua presença. Talvez você visse em mim coisas que eu precisava que alguém visse pra me mostrar que eu tinha e talvez por isso eu quis você como há muito tempo eu não queria ninguém.

Você saiu da minha vida e até hoje eu não entendi direito o porquê. Existem muitas teorias, existem poucos fatos e não existe nenhuma certeza. Você saiu da minha vida de repente, depois de uma breve aparição, e foi como se tivessem tirado uma parte de mim que eu não usava muito, tipo a vesícula, mas que passou a fazer certa diferença depois que foi embora. No começo é estranho, mas a gente acostuma. Eu te chamava de "namorado vesícula" pra minha terapeuta (porque, saiba você ou não, você foi muito assunto na minha terapia) e ela entendeu completamente o que eu quis dizer quando disse isso - do mesmo jeito que eu acho que você, que sempre quis ser médico, embora tivesse acabado indo pra engenharia, teria entendido. Depois que eu explicasse detalhadamente, porque você nunca entendia as minhas piadas. Nunca. E, de nós dois, era você tinha as piores piadas - eu nunca vou esquecer que você não tinha olfato e vivia me chamando de "cheirosa", numa espécie de piada bizarra que só você ria, porque eu era (e sou) muito cheirosa! (eu ria também, mas eu ria mais porque você realmente se divertia contando aquela piada ruim... Meu Deus, como você era ruim de piada! hahahaha)

Você saiu da minha vida e eu fechei o tumblr que eu fiz só pra você ler as coisas que eu escrevia. Porque você gostava de ler tudo o que eu escrevia - e eu gostava que você lesse, apesar de não gostar de ninguém lendo o que eu escrevo até hoje. Você tinha essa memória incrível (era fotográfica) e sempre me surpreendia dizendo ipsis litteris alguma coisa que eu tinha escrito. Principalmente sobre você, porque eu amava escrever sobre você. Você leus os meus diários - e talvez você não saiba o quão importante e significativo e aterrorizante foi, pra mim, ter deixado você ler os meus diários. Você NUNCA vai saber o quão importante, significativo e aterrorizante foi ter deixado você ler os meus diários, nem o quanto meu coração se encheu de alegria e amor por você quando eu li a mensagem que você deixou na última página. Você nunca vai saber.

Você saiu da minha vida e eu desabei do jeito que eu não tinha desabado nem quando o primeiro namoro acabou - e você nem chegou a ser OFICIALMENTE meu namorado, embora a sua vizinha (pentelha e que tinha uma quedinha por você) tenha me chamado disso quando eu fui até a sua casa. Eu chorei tudo o que eu não tinha chorado por todos os outros caras que vieram antes de você e sairam da minha vida bem antes de você.

Você saiu da minha vida quando eu estava começando a querer te ter DE FATO nela, e essa nossa descoordenação me deixou mais dura, mais traumatizada, mais difícil de amar (eu sei, eu sei) e mais difícil de me apaixonar. Porque se uma pessoa tão doce, tão engraçada, tão companheira, tão maravilhosa quanto você não tinha sido capaz de me amar, de me querer e de aceitar - mesmo depois de eu ter me aberto tão completamente - certamente nenhum outro cara jamais seria capaz de fazer isso.

Você saiu da minha vida e não me disse adeus. Você não disse nada, embora você tenha sido o último homem que eu disse que amava. Eu disse baixinho, eu nunca repeti e talvez você tenha achado que eu estava brincando... Mas eu disse. E saber que eu tinha dito doeu mais ainda quando você foi embora e não disse mais nada por tanto tempo.

Você saiu da minha vida e me fez endurecer, me fez um pouquinho mais amarga e mais difícil. Você saiu e levou com você a única pessoa com quem eu poderia ter tentado falar sobre você, sobre tudo isso o que eu estava sentindo, porque era talvez a única pessoa que entenderia o quão horrível era perder você. Eu senti muita raiva de você, eu senti muita raiva dessa pessoa. Eu senti muita pena de mim mesma e muitas outras coisas que eu não me orgulho de ter sentido. 

Você saiu da minha vida e permaneceu nela mesmo contra a minha vontade - Porque eu via em cada um dos caras com quem eu saí depois de você alguma coisa que fazia com que eu me lembrasse de você e me fazia dar dois passos pra trás porque eu NÃO QUERIA outro "você" na minha vida - o mundo poderia se virar com você e com as suas cópias (inclusive a oficial, que dividiu o mesmo óvulo com você) porque depois que você saiu da minha vida eu estava disposta a ficar muito bem, obrigada, sem você. Mesmo que pra isso eu gastasse horas em negação, depois horas de terapia, depois incontáveis piadas com meus amigos e depois um bom tempo escrevendo coisas que eu nunca mandei - porque mandar alguma coisa por escrito pra você era saber que você ia ler e ia me dar a sua opinião, mesmo quando eu provavelmente faria um texto dizendo o quanto você tinha me magoado e o quanto eu jamais tinha sido capaz de te superar totalmente por causa de todas as mágoas que você me causou.


Você saiu da minha vida e, eu te juro, eu estava pensando cada vez mais em você ultimamente, porque eu finalmente percebi que eu talvez tivesse tido a minha parte errada na história, talvez você fosse bom demais pra não te ter na minha vida mesmo que como um amigo distante e porque eu percebi que eu sentia sua falta (e da pessoa que foi embora junto com você) mesmo sem querer sentir. Você saiu da minha vida e eu te juro que pensei em te mandar uma mensagem, uma bem sem vergonha, um "Oi, sumido" bem fuleiro, só pra você ler, dar uma risada e responder (três horas e meia depois, porque você era ruim demais com esse negócio de mensagem... Meu Deus, como você era ruim com tecnologias - e como eu amava te zoar por causa disso, seu VELHO!) um "Êêê, menina", que eu poderia fazer virar pro assunto sério - como eu sempre fazia quando a gente discutia (sempre por mensagem, sempre à distância).

Você saiu da minha vida e tentou voltar. Na véspera do meu aniversário você me mandou mensagem ("Oi, menina") e eu te ignorei porque eu FINALMENTE estava começando a te tirar do coração (muita terapia, muita piada, muitas esnobadas que eu sabia que eram totalmente superficiais) do mesmo jeito que você já tinha saido da cabeça. Quando você propôs me ver e finalmente passar a limpo tudo o que havia dado errado entre nós, quando você disse - com todas as letras - que estava disposto a tirar a distância que havia entre nós, quando você me disse "Eu gostava demais de você" eu disse "´Não é justo você voltar agora quando eu estou bem querendo reviver uma história que eu só agora comecei a superar" e disse "Estou indo viajar e não quero mais falar com você".

E nunca mais falei.


Você saiu desta vida essa noite. 

Eu soube por uma mensagem dessa pessoa que saiu da minha vida junto com você, com quem eu não falava há ANOS, e soube - tarde demais - que eu poderia ter me despedido de você caso eu não tivesse - justo hoje! - acordado sem meu celular. Eu soube por uma mensagem daquelas bem padrões, bem clichês, dizendo com todas as letras que você tinha partido desta vida por um motivo tão bobo, tão banal, tão ridículo que eu juro que procurei no google pra saber se era possível morrer disso mesmo. E depois eu comecei a chorar porque lembrei que, caso você ainda estivesse na minha vida, seri pra você que eu ia perguntar esse tipo de coisa. Porque você sempre sabia esse tipo de coisa.


Eu não sinto raiva, eu não sinto culpa, eu não me sinto estúpida por ter perdido a chance de te falar... Eu nem sei o que eu te falaria, de verdade, caso eu tivesse te visto quando você pediu pra me ver. Eu sei que provavelment eu ficaria boba e totalmente deslumbrada com a sua aparência (porque você era maravilhoso, meu Deus do céu, como você era maravilhoso...) e qualquer coisa que eu falasse só faria sentido uns 5 min depois que eu me acostumasse com a sua presença, mas eu não posso garantir o que eu diria pra você, porque eu nunca cheguei a formular exatamente o que eu precisava te dizer.


Talvez que eu tenha te amado. Mesmo. Muito. E tão rapidamente e tão inesperadamente que eu me fechei numa espécie de jaulinha do coração assim que eu percebi isso - e percebi que você talvez não me amasse (pode acontecer). Talvez que você tenha, por todo o (pouco) tempo que ficou na minha vida, me feito acreditar que eu sou sim capaz de amar. Eu diria com certeza que você também me provou que amar alguém machuca, dói pra caramba, é horrível e complicado principalmente se a gente não é amado de volta. Talvez eu dissesse que eu nunca esqueci que a porra da altura da rede de ping pong é 15,25cm e que, durante todos esses anos, quando essa informação voltava inesperadamete à minha cabeça eu me lembrava de quando a gente descobriu isso e dava uma risadinha. Eu talvez dissesse que aquela frase que você escreveu na margem da folha do meu diário em que eu expressava o quão infeliz eu estava por você nunca estar por perto, o quão horrível estava aquele "namoro à distância" que "nem namoro era" me marcou de um jeito que até hoje eu uso em TODOS os relacionamentos que eu consigo manter (poucos, eu confesso, porque sou uma mistura bem complicada de "chatice" e "dedo podre"). Nunca é o que eu tenho na mente. Nunca.

Eu sei, meu bem, você tentou me dizer. Você me disse até quando não disse nada e agora talvez seja meio tarde pra dizer que eu sei, meu bem. É meio complicado dizer isso agora que você não está mais aqui pra ler, mas "eu sei, meu bem". Eu sei de verdade.


Eu só não sabia que seria TÃO DOLORIDO ler aquele mensagem dizendo que você se foi. Eu não fazia ideia.


Eu nunca mais vou conseguir ver um fime do Bradley Cooper sem me lembrar de você. Eu tinha esperanças de que um dia eu iria conseguir, mas agora essa esperança se foi.

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Hoje eu recebi a notícia de que a "Segunda pior fossa da minha vida" faleceu e eu acho que vou ter que refazer aquela lista porque algumas posições foram alteradas...

domingo, 4 de setembro de 2016

The best of us can find happiness in misery

Ou "um guia de como se alienar voluntariamente em tempos de vida cagada" ou ainda "Tô passando muito tempo vendo filme sim, e você que é feio?" ou, como última tentativa "Ah, bicho, pelo menos com a ficção a gente tenta se divertir, né?"


Lista e comentários dos últimos filmes/séries que eu assisti



De repente pai

Vocês não fazem ideia do quanto eu tive que me segurar pra não fazer piadinha sobre o Vince ser um "Gozador Profissional" nesse filme.

Vince Vaughn é um bobão que se recusa a crescer e só tem um trampo porque é empregado do próprio pai. Faz várias merdas, mas tem um CORAÇÃO BÃO. Aí ele descobre que das doações de esperma que ele fez na juventude foram geradas trocentas crianças e ele decide conhecê-las pra saber como é. Filme bobinho, dá pra assistir tranquilamente se você não esperar atuações dignas do Oscar e se contentar com algumas cenas bem divertidas.




"Master of none", "Aziz Ansari: Buried Alive" e "Aziz Ansari Live at Madison Square Garden"

Relationships goals


Estou tendo uma fase Aziz Ansari e ninguém pode me julgar. Já tinha visto os dois Stand Ups, mas tinha parado no segundo episódio de "Master of None" porque ele era bem babaca e eu não queria ficar com uma imagem ruim dele (eu sou imatura? Sim. Eu tenho dificuldades em separar ator de personagem? Também). Renaja, minha amiga (e pessoa que me apresentou ao conceito de "Supertrunfo das desgraças"), disse pra eu insistir que valia a pena, então eu assisti os dois Stand Ups de novo e terminei a série. Valeu bastante a pena. Assistam!

E os Stand Ups me fizeram refletir bastante sobre os babacas que somem de um dia pro outro, sobre a vida meio vazia e sem graça que e o drama que é estar vivo no século XXI Ok, talvez eu esteja exagerando.... Mas é foda um Stand Up me fazer refletir e ficar meio chateada com as coisas, sabe? Não dava pra rir nem de nervoso em alguns momentos. Pesado.


Luther

É muito dodói da cabeça... Mas é tão bonito o rosto.


Idris Elba é um policial meio DESTEMPERADO que tem uma mancha no passado e começa a ser stalkeado por uma moça que, aparentemente, cometeu o crime perfeito. Eu só assisti por motivos de Idris Elba, confesso. E nem assisti TUDO ainda porque quero ir aos pouquinhos e aproveitar cada minutinho daquele homem maravilhoso sendo meio sacana e totalmente dodói da cabeça. Avemaria, meu tipo de homem.


Chef's table

É uma formiga mesmo.

Documentário da Netflix sobre os grandes chefs atuais. Eu só vi dois episódios por enquanto: O primeiro, sobre um chef italiano viciado em fazer coisas com queijo (e que dá uns nomes muito legais pros pratos) e um da segunda temporada, sobre o Alex Atala, que me fez sentir vontade de comer formiga - episódio, aliás, que fez eu ter uma conversa muito interessante com um amigo sobre o fato de que se dessem um jeito de fazer merda perder o cheiro ruim, a aparência esquisita, ter um gosto agradável (essa parte é suposição porque nunca comi merda) e não fazer mal eu provavemente experimentaria esse prato. Mas esse comentário é pesado, melhor deixar pra lá.


Chelsea Peretti: One of the greats
Não... Não tem graça. Desculpa.

Chelsea Peretti é a maravilhsa Gina de Brooklyn 99 e eu fui ver o Stand Up basicamente só por isso. E, cara, tirando um ou outro momento eu quase não ri. Achei um pouco tenso, principalmente porque uma das partes que eu mais "curti" foi a participação do palhaço e eu não posso falar mais nada além disso pra não estragar o rolê.


Chelsea Handler: Uganda be kidding me live

Pode acontecer.

Chelsea Handler eu só conhecia por causa de "Are you there, Vodka?", a série com a Laura Prepon - e eu só conheci essa série porque Laura Prepon é maravilhosa e teve uma época que eu estava disposta a ver qualquer coisa com essa linda. Aí fui ver o stand Up porque eu queria apagar a impressão ruim que tive com a Peretti e.... Não deu muito certo.
Quer dizer... Tem partes bem engraçadas, tipo a história da merda (eu cheguei a ter um pouco de dor nas bochechas de tanto rir)... Mas a maior parte é exposição pura e simples de pessoas - ok, são amigos dela e ok que eles provavelmente concordaram com aquilo... Mas isso meio que me atinge um pouco porque eu amo contar as minhas histórias e tomo um cuidado absurdo pra não expor as pessoas que estão nelas comigo. Talvez se você não tiver esse problema vai curtir pra caramba e tá ok por mim. 

Menos a parte do ajudante dela e dos cachorros. Se você gostou dessa parte você é uma pessoa horrível.



Celeste and Jesse Forever

</3


Joguei "Andy Samberg" na busca da Netflix e vi o primeiro filme que não parecia ser completamente retardado, porque de retardado já basta o meu critério de escolha de filmes. O filme é sobre Celeste e Jess, que se casaram, se divorciaram e continuam melhores amigos. Aí dá tudo errado e eles (mais a Celeste, que o filme é mais sobre ela) precisam continuar a vida pós fim do casamento. Daí dá um rolo gigantesco porque Celeste é igual a mim e igual a você, mulher solteira com padrões elevados e um nível de chatice acima do normal. Eu nem quero falar mais sobre o filme, mas recomendo fortemente que, caso você vá assistir, NÃO FAÇA ISSO NUM DOMINGO A NOITE. A bad vai se intensificar num nível assustador. De verdade. Confiem em mim.

Muito fácil me identificar. #somostodosCeleste

Ah, e tem o Chris Messina fazendo um papel bem interessante.



"Louis C.K: Live at the comedy store" e "Louis C.K: Live at the beacon theater"

ESTÚPIDO!
Eu assisti Louie (a série do Louis CK) até uma parte porque fiquei com preguiça de continuar baixando o resto, mas a Netflix colocou o stand ups (eu já tinha visto um deles, o mais antigo, não lembro qual) e eu tava nessa onda de ver stand ups mesmo, então vi. Louie é aquela coisa, né? Sexo, masturbação, caras meio velhos que sacam que a vida é uma bosta mesmo e ficam de cara com as merdas que acontecem. É aquela: De algumas coisas a gente ri de nervoso, de algumas coisas a gente ri e pensa "puta merda, pq a gente tá rindo disso?" e de algumas coisas a gente ri porque é engraçado mesmo (tipo quando ele fala sobre fumar maconha com jovens no estacionamento de um teatro onde ele se apresentou).

Tem uma cena de Louie, a série, que me fez dar uma engasgadinha de choro reprimido e desconforto quando eu vi. Vou postar aqui só pra vocês assistirem.



Vizinhos

Esse é o nível das piadas (e o irmão gengivudo do James Franco aparece demais aff)
Um casal de trintões com uma filha pequenininha mora num bairro desses bem americanos, com gramadinho na frente, vizinhança padrão, arco íris no céu e essas porras todas. Tudo vai bem (apesar do tédio) até que o Zac Efron sem camisa e o irmão tosco do James Franco se mudam pra casa ao lado e fazem uma República. Daí começam um monte de piadas repetitivas sobre sexo, umas reflexões bem superficiais sobre ter trinta e poucos anos, uma filha pequenininha e o tédio e o resto. O fim era pra ser conciliatório, mas eu achei bem triste. Não vou dizer o porquê.

Ah, eu vou assistir a continuação com a Chloe SemGrace-Moretz porque tem Zac Efron sem camisa de novo. Desculpa, mãe.


The fundamentals of caring

Sempre tem piada de piroca.

Paul Rudd é uma pessoa maravilhosa e eu eventualmente jogo "Paul Rudd" na busca da Netflix pra saber o que Paul Rudd tem feito da vida. Nunca me arrependo. "The fundamentals os Caring" trata de um tema que me é muito querido (pessoas com deficiência, pessoas que cuidam de pessoas com deficiência) com um tom que eu curto demais (sarcasmo e ironia sem perder o tom) e ainda por cima tem Paul Rudd e aquele moleque que, por algum motivo bizarro, eu acho que se parece com o lesk que fez o Rony Weasley. Ah, e a menina da Disney que eu nunca lembro se é Selena ou Demi. Ela também tá no filme!

O filme é, de longe, um dos que eu mais gostei de ver de todos os que eu vi - tanto que eu terminei de assistir e chamei minha mãe pra ver de novo porque sabia que ela ia curtir (e curtiu).

VEJAM. VEJAM. VEEEEEEEEEEEEEEEEEJAM. Não precisam ver mais nada que eu citei aqui, só vejam o filme.


Read it and weep


Sim, é "A pequena espiã", eu sei. Mas é que o outro filme é ruim até pra achar gifs sobre ele.

Desde "A pequena espiã" eu sempre vejo filmes sobre meminas e seus diários porque desde "A pequena espiã" eu tenho medo de que meus diários caiam em mãos erradas e eu me foda grandão - então sempre vejo técnicas pra saber como eu poderia me livrar disso com o mínimo de dano possível.

Então, quando eu vi esse filme e soube que é sobre uma menina que usa um tablet como diário (sério, aquilo é um tablet?) eu tive que ver. Porque é isso que eu faço. Ai eu vi e... O filme é uma merda. Meu Deus do céu, que filme ruim.

Não que eu esperasse muito, mas eu esperava mais.


A vida secreta das abelhas
Chorei só de lembrar.
Eu tinha lido o livro e ficado com os olhos cheios de lágrima em vários momentos, aí eu fui ver o filme e quase me acabei de tanto chorar. Que filme maravilhoso. Que livro maravilhoso. Que fantásticas que são as irmãs Boatwright e a menina Lilly. Eu recomendo esse filme pra todo mundo, mas especialmente pras mulheres maravilhosas que estão por aí e ainda perdem tempo competindo umas com as outras. Esse filme é sobre mulheres - mulheres incríveis!! - e eu só posso dizer coisas maravilhosas sobre ele (mas não posso falar muito sem spoilers). Vejam. Ele é altamente recomendável, que nem o do Paul Rudd.


Empire Records - Sexo, rock e confusão

Né?


Filmes que tem a música quase como um personagem sempre chamam a minha atenção. Foi assim com Alta Fidelidade, Os piratas do Rock e com Empire Records.

Empire Records é uma loja de CDs e toda a ação do filme se passa nela. Tem vários jovens, cada um com uma personalidade, cada um com seus dramas de jovens (alguns mais dramas que os outros) e todos eles estão ali na loja pra solucionar uma treta maior que aparece. A trilha sonora é incrível, tem a Liv Tyler novinha e a Bridget Jones Renée Zellweger numa fase periguete maravilhosa. Vejam. É uma boa pedida pra matar o tempo e depoi ir caçar a trilha no Spotify.


Perdido em Marte

Foda.


Demorei um tempão pra ver porque estava de saco cheio de todo mundo falando pra eu assistir porque era maravilhoso. Peguei bode mesmo, não vi. Aí tinha baixado e, num dia que a internet me deixou na mão, fui assistir e....... MEU DEUS, QUE FILME MARAVILHOSO. ASSISTAM!

Eu amo Matt Damon e amo ainda mais a versão pirada do Matt Damon.

Assistam. É um Interestelar sem a parte pesada, que causa reflexão profunda e é meio complicada de entender. Um ótimo filme. Sério. E, como bônus, tem o Chiwetel Ejiofor que é puro ♥



Um caso a três

ZzzzZzzzZZZ


O Chandler do Matthew Perry era o meu FRIEND predileto. Rolava uma identificação que era, em alguns momentos, até meio problemática. Mas ok, paciência. Aí teve "Go On", uma série deliciosa sobre terapia em grupo para pessoas que perderam entes queridos e que foi INJUSTAMENTE CANCELADA (só tem 22 episódios e isso foi suficiente pra eu me apaixonar e recomendar pra todo mundo) e eu fiquei órfã não apenas de Chandler, mas de Matthew Perry.

E aí rolou um teste em algum site imbecil pra saber quantas das 100 comédias românticas da lista eu já tinha assistido e eu fiz uma pontuação incrivelmente alta, mas que não chegava no 100. E decidi ver os que estavam faltando, começando por "Um caso a três" - já que tinha o Matthew Perry.

Bom... Obviamente eu fiz mal, porque o filme é ruim e agora eu não quero ver nenhuma das outras comédias que eu já baixei e estão apenas esperando o momento para serem vistas.

Sério. Que filme ruim. Que premissa ridícula. Que irritante está Neve Campbell.

Não vejam isso. Nem se por acaso vocês pegarem no sono na frente da TV e esse filme estiver passando no Corujão quando vocês acordarem. Maior desperdício de tempo. Sério.

VOLTA, GO ON!


"Liga da Justiça"  e "Liga da Justiça sem Limites"

Shippo.


Sim. Os desenhos. Sim, aqueles que passavam no Bom Dia & Companhia lá pras 11h30. Esses mesmo.

Assistam. De novo (que nem eu, que já devo ter visto um bilhão de vezes cada episódio). Pela primeira vez. Sempre que bater a bad. Sempre que você quiser ver algo dublado quando estiver com um soninho que sabe que vai acabar virando SONÃO na frente da TV.

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Tem mais: Tem indicação de livros também, porque nem sempre é possível me alienar na frente da TV. Próximo post, talvez.





quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Procura-se um amor que tenha cor de mel, veneno no sabor e açúcar pro meu fel

Acho que já deixei bem claro que eu tô meio (muito, pra caralho) desiludida com os prognósticos para o meu futuro amoroso, ~de modos que~ eu tô sinceramente propensa a achar que eu não apenas nunca mais vou namorar como, num futuro distante, vou morrer e vão demorar uns três dias pra notar o meu sumiço já que o único ser vivo que terei por perto será o meu futuro cachorro - que vai ser o motivo pras pessoas arrombarem a porta de casa, já que ele vai latir, uivar e sentir muita falta da pessoa que o alimentava e DEUS SABE o quanto meus vizinhos odeiam bichos que fazem barulho... Enfim... DIVAGO.

Vale dizer apenas que eu nunca mais vou namorar, seja porque eu tenho um nível de exigência pra um namorado que pode ou não ser um pouco alto, seja porque eu tenho um dedo podre pra caralho e caio sempre nos mesmos dois ou três tipos de caras dodóis. Não vou namorar de novo, perdão aos defensores do ciclo da vida que, por ventura, se sentirem ofendidos com essa pequena verdade.

Mas é que eu já tentei de tudo, de verdade. Já tentei me envolver com gente que me deixava louca de paixão, louca de tesão, louca louquinha, gente que já me fez viver num constante estado de calma, gente que me fez chorar enlouquecidamente e passar vergonha por fazer isso em lugares públicos, gente pra quem eu signifiquei muito e - um monte de gente - pra quem eu não signifiquei nadinha. Já tentei todos os tipos de caras (porque, infelizmente, eu fui amaldiçoada com esse problema chamado heterossexualidade e não consigo me interessar por mulheres, seres muito mais adoráveis e menos escrotos) e apenas três deles chegaram perto o suficiente de me proporcionarem a ÚNICA coisa necessária pra eu ser feliz num relacionamento. E vocês sabem o que é isso? Estão preparados pra saber?

Eu quero alguém que melhore a minha vida, mas que NÃO SEJA o motivo da minha vida ser melhor. Eu não consigo CONCEBER a ideia de alguém que entra na minha vida apenas para melhorar, que seja a razão das coisas serem melhores. Porque, meu Deus, imagina quando essa pessoa for embora (as pessoas sempre vão embora, de um jeito ou de outro)! Imagina que horror você saber que boa parte da sua alegria dependia de alguém que por algum motivo ou outro não está mais lá. Complicado, caras.

Eu quero - e idealizo - essa pessoa que, quando chegar, vai expandir o meu mundo. Vai colocar mais um slot de alegria, não ocupar algum que eu já tenha. Alguém que tenha CONFIANÇA EM MIM e em quem eu consiga confiar, né? Eu não tenho pretensão nenhuma de sair com alguém que não seja dodói (até porque as pessoas da minha idade já tão bem danificadas pela vida), mas eu espero que essa pessoa SAIBA que é dodói, que eu também sou e que esteja disposta, assim como eu estarei, de encaixar as dodóizices de um jeito que as coisas dêem certo (pelo tempo que tiverem que dar), pra gente ser O ADICIONAL DE ALEGRIA na vida um do outro. Eu quero esse cara que seja capaz de mandar um "Beatriz, põe a mão na consciência" quando eu precisar botar a mão na consciência, e quero alguém que valorize as minhas opiniões, que tenha orgulho da pessoa que eu sou e que seja capaz de despertar em mim alguma coisa melhor, alguma coisa que me faça acreditar que eu até posso morrer sozinha sendo descoberta três dias depois porque o cachorro latiu e incomodou o vizinho mas que, caso os espíritas estejam certos, vá me encontrar do outro lado nem que seja pra zombar da minha situação (porque o cara que eu idealizo tem humor o suficiente pra sacar o riso da situação).
Eu quero alguém que não dependa de mim, Alguém que compartilhe comigo as coisas porque quer, não porque o fato de ser meu "namorado" o obrigue a compartilhar coisas comigo. Quero alguém com quem eu queira compartilhar minhas coisas: Meus pais maravilhosos, minha família (nem tão maravilhosa, nem tão simples, mas MINHA), as músicas que eu gosto e tudo o que faz de mim o que eu sou. E eu juro, eu juro mesmo que eu me jogo de cabeça e compartilho tudo o que a pessoa quiser compartilhar comigo e tô disposta a ser a melhor pessoa do mundo pra essa pessoa. Porque quando eu me sinto apaixonada, quando eu vejo que o lance tem futuro, é muito fácil deixar essa coisa toda amorosa que eu tenho aqui dentro sair pra fora. BIRRRRRRRRL.


Então é por isso que eu não vou namorar nunca mais: Porque eu desisti de achar essa pessoa que vai adicionar felicidade à minha vida ao invés de trazer a felicidade. Paciência.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

PAUSA

http://milarga.blogspot.com.br/2016/08/manic-pixie-dream-girl.html



Não fui eu quem escreveu, mas poderia.
(exceto pela parte do L, porque eu infelizmente ainda estou na parte de ser a vaca que destruiu o coração ou a moça maravilhosa que, infelizmente não foi feita pra namorar)


update, 19h19:

http://www.naoseilidar.com.br/2016/08/telegram-na-vida.html

Não fui eu quem escrevi, mas poderia. Porque eu programei alguns posts aqui bem daoras no mesmo nível "blogueira se descuida e deixa a carência a mostra", fiquem ligadinhos.