terça-feira, 9 de maio de 2017

You know all you gotta do is tell me what you sippin' on and I promise that I'm gonna keep it comin' all night long

1. Tanta coisa aconteceu ao mesmo tempo em que nada aconteceu e eu ainda não decidi ainda se vale a pena contar tudo o que aconteceu ou fingir que nada aconteceu. Na prática dá na mesma;
1.1. É tipo ter voltado pra terapia, só que com outra terapeuta e agora enfrentando outro tipo de problema. É igual, mas diferente. Não sei explicar, só sei que é foda acordar antes das 6h toda quinta-feira. Eu já tava desacostumada.

2. Eu perdi contato com tanta gente que eu amo e a culpa foi toda minha, e eu tô tão cansada, tão exausta, tão sem norte que eu não faço ideia de como começar a retomar o contato. Aí o amor fica aqui, sabe? Meio guardadinho acumulado. Não sei lidar;
2.1. Foi tipo essa semana, quando eu falei com um moço com quem me envolvi (hmm) e as coisas acabaram de um jeito bizarro simplesmente porque eu estava cansada de ficar falando com a pessoa com um climão meio chato sendo que eu sempre tinha gostado de falar com a pessoa. Eu mandei um "Vamos fingir que nada aconteceu?" e a pessoa topou. Jogamos tudo pra baixo do tapete de forma mútua. É errado? Pra caralho. Vai dar ruim? Olha, possivelmente. Eu tenho forçar pra falar com a pessoa e acertar tudo do jeito certo? Não tenho. Não tenho mesmo. Não tenho nem disposição geográfica. PERDI a chance que eu tive porque eu tinha bebido, eu tava triste e tava com vergonha. A pessoa não quis também, então meio que empatou.
2.2. Obviamente eu não digeri bem essa história ainda.

3. 13 Reasons Why acabou comigo. De novo. Eu me iludi achando que, por eu ter lido o livro, não ia ficar chateada. Mas fiquei. É foda quando você se coloca no lugar de um dos porquês, né? Ninguém nunca se matou por minha causa (grazadeus), mas eu já fiz muita merda da qual me arrependo amargamente - e eu nem sei a extensão das merdas que eu fiz na vida de todo mundo;
3.1. Eu sei na vida de uma pessoa que hoje vem a ser minha amiga. E mesmo nos duas sendo amigas é meio difícil aceitar que eu já fiz tanta coisa errada pra pessoa. Bizarro.


4. Eu tenho pensado tanto em sexo que é até meio bizarro. Eu não posso nem falar que tô me sentindo meio adolescente porque quando eu estava na adolescência nem pensava tanto em sexo assim. Na adolescência eu tava apaixonada e queria casar. Ó as ideia;

5. Me sinto só - mas quem é que nunca se sentiu assim?
5.1. E me sinto bem feinha e indesejada também, o que também não é novidade, embora eu não tenha me sentido assim há muito, muito, muito tempo.

6. Dia 12 eu faço UM ANO nesse emprego que não é o que eu quero, mas é o que eu tenho no momento agora. UM ANO. Como é que minha vida foi sair tanto do trilho assim?

7. Eu gastaria bons dinheiros pra ficar 5 min num quarto isolado acusticamente gritando até perder a voz. Bons dinheiros QUE EU NEM TENHO, que é pra valorizar ainda mais a coisa toda;

8. A perspectiva de que, assim que meus pais morrerem, eu vou ficar totalmente sozinha na Terra tem me assustado cada dia mais. E eu descobri que tem muita gente que também pensa assim, o que me assusta ainda mais;

9. Emagreci 8 quilos (Tinha emagrecido mais, depois engordei de novo, aí agora emagreci de novo) e pra cada "Tá gata" e "Tá gostosa" que eu escutei tenho sentido vontade de responder com grosseria e contar todos os perrengues e motivos pra eu estar emagrecendo. Ou por eu ter tido enxaqueca e pico de PRESSÃO ALTA sendo que minha pressão sempre foi baixa. Ou por eu ter tido dois ataques de pânico na firma. Ou por eu só ter vontade de dormir e comer e assistir filme sozinha. "Tá gata, o que é que você tá fazendo pra emagrecer?" Tô fazendo a dieta do pão que o diabo amassou. Vai se foder.

10.  Apesar de tudo eu acho que estou no meu melhor momento desde pelo menos outubro do ano passado. Eu nem lembro em qual livro de jovem triste eu li isso, mas tem um lance de que nosso corpo não aguenta nem a dor extrema, nem o prazer absoluto, por muito tempo, então a gente meio que volta ao normal e se acalma um pouco quando estamos há muito tempo nos picos. Eu devo estar num desses momentos agora. E só posso agradecer que pelo menos a vontade de escrever e de trepar voltou.

domingo, 7 de maio de 2017

When you put it on me you relief my stress you got me so high takin' deep deep breaths

_Eu já começo te dizendo que foi o maior clichê do mundo, ok?
_Jura? Clichê? Você? Conta a novidade.
_A gente tava lá no sofá, sentadinhos e ouvindo música.... Eu mais deitada que sentada pra falar a verdade, porque eu tava com sono.... E ele tava lá no controle da música e fumando. O papo tava bom, a gente tava falando sobre música, eu falando da trilha sonora dos Guardiões, ele dizendo que ainda não viu o filme, eu ignorando e continuando a falar sobre Brandy, ou qualquer outra da trilha e-
_TÁ, TÁ.... Você sendo egoísta e ignorando o cara, ok. AVANÇA...
_Grossa...
_’Cê vai continuar? Se não for eu vou pegar outra cerveja.
_Pega uma pra mim também.
_Mas eu quero ouvir o fim da história.
_Ai, pelo amor de Deus, não é como se a sua cozinha fosse há três quilômetros e eu tivesse que esperar você voltar. Três passos, criatura. Pega a cerveja e volta!
_Você também quer, pega lá pra gente!
_A casa é sua!
_Eu tô deixando. Pega lá.
_Eu vou contar a história. E tô com preguiça de levantar.
_Olha, puta que pariu. Eu vou levantar e vou pegar essa cerveja e é bom essa história ser boa, porque EU JURO POR DEUS que você tá cada dia mais pior com essa preguiça.
_...
_Quer que eu abra a latinha?
_Faz a graça. Acabei de fazer a unha.
_Continua!
_A gente tava falando de The Chain! Era dela que a gente tava falando, não de Brandy. Ele não gosta de Brandy, eu não conhecia antes do filme... Óbvio que a gente não tava falando de-
_PELO AMOR DE DEUS, TENHA FOCO!
_Ué!
_Foda-se a música! Eu caguei pra música! Eu quero saber o que aconteceu depois que você foi pra lá! Se fosse pra falar de música a gente falava de música aqui, mulher!
_Mas é a música é importante! Tudo aconteceu por causa da música!
_Por causa de The Chain?
_Não, claro que não. Música triste da porra. Esse álbum inteiro é triste pra porra, imagina que merda se tivesse acontecido alguma coisa por causa de The Chain... “Se você não me ama agora nunca vai me amar de novo” caralho, que tristeza....
_Não foi por causa de The Chain?
_Não!
_Então porque você ainda tá falando dessa merda de música? Pula logo pra parte que importa!
_Não é uma merda de música, porra! É só triste, não tem nada a ver com ela e ainda bem que não teve, porque é triste pra cacete.
_Você fala como se eu me importasse.... CONTA A HISTÓRIA LOGO, PULA ESSA PARTE!
_Onde eu parei?
_Sofá. Maconha. Sono. Música. Mas pula a parte da música, eu não ligo.
_A parte da música é importante!
_Qual música?
_Então... A gente tava ouvindo a trilha de Guardiões, ele disse que não é melhor que a do primeiro e eu argumentei contra falando que dei uma choradinha quando tocou “Father and Son”, o que eu não lembro de ter acontecido no primeiro filme em nenhum momento.
_Uau, baita papo. Onde é que termina a parte triste e começa a parte onde vocês tiram a roupa e transam enlouquecidos no chão da sala?
_A gente não transou enlouquecidamente no chão da sala. Pelo amor de Deus, a sala dele é minúscula, nem dá pra ficar no chão.
_Amiga...
_Oi?
_Avança. Não se prende nos detalhes.
_Tá. Eu falei de Father and Son, e aí a gente falou que a trilha desse filme tá bem mais triste que a do outro e aí a gente teve que mudar o assunto, porque ele ainda não viu o segundo, né? Só vai ver pro meio do mês....
_Hã...
_E aí deu fome. Ele tava fumando, né? A gente deveria ter previsto. Fomos pedir pizza. Menina, maravilhoso esse Ifood, né? DUAS DA MADRUGADA E A GENTE RECEBENDO PIZZA EM CASA sem ter que falar com ninguém sobre isso.
_Bom, nem comigo você precisa falar da pizza. Eu vivo no mesmo século que você, sei como o Ifood funciona.
_Desculpa, eu me empolgo.
_Tá, tá... Comeram pizza, depois ele te comeu... E aí?
_Bom, você dizendo assim foi basicamente isso. A gente comeu pizza, depois a gente transou, eu dormi, ele dormiu depois e aí eu acordei e vim pra casa.
_TÁ, MAS COMO?
_Ah, uma coisa bem hétero e careta, sabe? Três da madrugada, eu tinha passado o dia na rua...
_Aff. Não é isso. Como é que vocês pularam de músicas tristes pra sexo triste?
_Tesão, oras.
_...
_Você disse que não era pra eu enrolar e que não era pra falar da música. Então, sem enrolar e sem falar da música foi basicamente isso. A gente comeu, ele me comeu, depois a gente dormiu.
_Aff.
_Ué.
_Meu Deus, você tá me sacaneando de propósito! Conta da música.
_Foi clichê, você vai ficar puta.
_EU NÃO VOU FICAR PUTA. NÃO TEM COMO, PORQUE EU TÔ SEMPRE PUTA. EU SOU TIPO O HULK DA PUTARIA.
_...
_...
_Ok, isso não soou exatamente como eu gostaria.
_É, mas foi legal. Hulk da putaria é um conceito interessante, você deveria trabalhar nisso...
_...Eu não vou. Continua.
_...A gente voltou a falar da trilha do primeiro Guardiões, né? E tem Hooked on a Feeling nela, que é uma das músicas mais gostosinhas pra ouvir quando a gente tá naquele climinha gostoso de paixonite.  A gente começou a falar de músicas pra momentos. E aí o papo descambou pra sexo, claro.
_Claro. Com você sempre acaba em sexo.
_Talvez EU seja o Hulk da putaria.
_Não... Não... Só para. Não é legal. Continua.
_Hahaha... Então... A gente tava discutindo sobre música na hora do sexo. Eu, como você sabe, acredito que não precisa. Ele acha que não é necessário, mas melhora o clima. Ai ele descobriu a playlist.
_Qual?
_“A” playlist.
_Putz...
_É. Ele tava mexendo no Spotify esse tempo todo, aí abriu o meu perfil e tava lá. Ele olhou e trucou, né? “Se não precisa, porque é que tem uma playlist pra derrubar a calcinha?”
_Ele falou do nome, mas não falou nada da foto?
_Não.... Olha.... Não falou mesmo. Que bizarro. Ele nem parou pra pensar se era meio irônica a foto... Só falou do nome, e aí foi falando da lista das músicas.
_E aí você fez o quê?
_Bom, aí eu tive que tentar explicar que focinho de porco não é tomada, né?
_Há! Expressões de vó.
_Total.
_Mas e aí?
_Expliquei. Eu falei que essa playlist é pra melhorar O MEU humor, ANTES até mesmo de um encontro onde eu acho que vai rolar sexo.
_É meio bizarra essa explicação.
_Bom, mas é verdade, né?
_Bem bizarra.... Mas continua.
_Aí ele ficou interessado, é claro. E perguntou se eu tinha escutado antes de ir pra casa dele.
_OPAAA!
_E aí eu falei que não.
_Porra!
_Mano, eu nem tava em casa, né? Eu tava fazendo outra coisa, outro clima, outras pessoas. Eu não ia ouvir música pra ficar com tesãozinho onde eu tava.
_Haha... Até porque com o tanto de ex lá ia dar meio ruim. Hahahaha
_Há. Sem graça. Eu falei que não tinha escutado, ele meio que fez um “Orra!” e eu dei de ombros. Aí nessa hora a pizza chegou e ele foi receber.
_Timing, né?
_Eu disse que era clichê.
_E aí? Como é que você trepou? Ficou climinha chato?
_Enquanto a gente comia eu botei “A” playlist pra tocar no aleatório.
_Hmmm...
_Eu comi um pedaço, ele deve ter comido uns quatro. Imagina a merda.
_Hahaha... Melhor não. Eu nunca sei se você tá falando de merda literal, eu não aguento mais histórias de relacionamentos de merda.
_Ah, a gente tem que falar disso também! Mas não agora. Agora é a parte do clichê.
_Hã. Conta.
_Ele tinha comido metade de uma pizza, né? E fumado. E eu tava com sono. Eu achei sinceramente que eu ia pegar um Uber pra casa e voltar e dormir na minha cama. Mas aí.... A playlist agiu, cara. A playlist agiu.
_Ahã. Tá que foi a playlist.
_Foi. Foi sim. Ele tava lavando a louça, eu tava no sofá meio jibóia prenha pós janta e aí começou a tocar “Make it chu”  e ele parou e disse que eu era um baita clichê, que minha playlist de dar tesão era um baita clichê. E eu fiquei meio ofendida.
_Ah, você? Ficar ofendida por coisa babaca? Não creio.
_Fiquei, meu. Fiquei mesmo. Eu disse que era um clichê! Era uma playlist pra me botar no humorzinho, é lógico que tinha que ter uma cota de clichê. As músicas que são conhecidas como trilha sonora de motel vagabundo servem pra dar aquele start no cérebro e a gente saber que vai tocar.  Mais clichê que isso só se eu botasse o vídeo da Vani, mas eu não quero gastar dados com um vídeo do youtube, a playlist o Spotify me deixa baixar.




_Aff. Você é muito ridícula.
_Nunca falhou.
_Com você!
_É PRA MIM A PLAYLIST. Eu nunca tinha escutado com ninguém antes.
_Porque é clichê pra caralho, né? Gente que tem playlist pra transar NÃO MERECE transar.
_Me deixa.
_Bom, eu deixo. E aí? Como é que você transou e não voltou de Uber no meio da madrugada pra dormir em casa?
_Por causa dos clichês. Eu já disse. A playlist continuou rolando enquanto ele falava que eu era clichê e lia as músicas. Blondie, Santana, Nine inch Nails...
_...Todos os clichês.
_Yep. Todos. E aí ele tava brincando porque eu coloquei todos os clichês, e foi chegando cada vez mais perto... E quando tava no meio de Gorilla a gente já tava se pegando no sofá. BANG BANG GORILLA.
_Clichê.
_Pra caralho.
_Bom, parabéns. Você transou. Mas a música não teve nada a ver com isso, né? Ele estava TE ZOANDO por causa da música. E vocês já tavam no clima tesãozinho, não ia precisar da música. Eu aposto que ele nem se tocou da música quando começou a te pegar.
_Há. Aí é que você se engana. A gente começou a se pegar enquanto tocava Gorilla, e no meio de Demons eu já tava com o capeta no corpo...
_Nem pra você botar uns prog pra durar uma hora o lance, né?
_Aff.
_Bom, até agora eu não saquei como me enganei. Até agora só deu pra sacar que você tava medindo a duração da foda com música, que nem faz quando vai tomar banho e não pode passar de uma música a duração por causa do desperdício da água.
_Não tem a ver com o tempo, porra. Foi o ritmo. Eu finalmente saquei uma utilidade pra música no sexo. É o ritmo. A gente tem que abstrair e ao mesmo tempo focar. É um bagulho louco. Eu não sei explicar, mas ele sentiu porque a gente falou disso depois.
_Você sai com uns caras muito estranhos.
_Até saio, mas tem nada a ver dessa vez. Aqui a estranheza ficou por conta DO CLICHÊ QUE FUNCIONOU. Eu transei por causa da minha playlist de derrubar calcinha!
_Lógico que não, porra. Deve ter batido um vento sul ali, te despertado e você partiu pra cima. E ele é um cara, se você encostou na coxa dele provavelmente já tava no clima pra sexo.
_Quatro fatias de pizza.
_Nunca impediu ninguém. Você só correu o risco dele MORRER, né? Congestão. Só faltava isso.
_A gente deu um tempo, ok? Ele lavou a louça, a gente ficou vendo a playlist... É por isso que eu sei que foi a playlist.
_Você tá doida. Porque você só não aceita que foi tesão e pronto? Você também acha que playlist pra sexo é besteira.
_Amiga, acredita em mim. Foi a playlist.
_Bom, eu acho que não.
_Mas foi.
_Por que você me diz isso?
_Você vai ter que acreditar em mim.
_AH! O QUE ACONTECEU? ACONTECEU ALGUMA COISA, NÃO ACONTECEU? O QUE ACONTECEU! FALA! FALA! FAAAALA!
_Uma dama não comenta.
_Teu cu que não. Você contou a história toda até agora e tá doida pra contar o resto. Conta de uma vez.
_Não, que horror.
_Eu poderia fazer uma lista das histórias de terror que você já me contou sobre a sua vida amorosa aqui e você nunca se preocupou com isso antes.
_Você é minha amiga.
_Sou, porra! Que pergunta idiota! CONTA LOGO.
_Foi clichê. Foi ridículo. Eu curti. Eu tô com vergonha.
_Aff, fala logo.
_Eu sei que foi a playlist porque lá pelas tantas, antes da gente sair do sofá e ir pra outro lugar, ele meio que sacou a coisa do ritmo.
_Não entendi.
_Bom, tava tocando “Fade” e ele meio que começou a fazer... As coisas... No ritmo...
_Quê?
_Você sabe, meio que sincronizando com a percussão da música.
_...
_É, eu sei. Deu pra sacar porque tava muito sincronizadinho.
_Aff... Meu Deus, deveria estar bom pra caramba pra vc se tocar disso, né? Você tava pensando nas contas pra pagar, aí PÁ: Sincronizou com a música. Mais um motivo pra não ouvir música.
_Eu sei, eu digo isso. Eu acredito. Mas tava.... BOM.
_Aff. Eu não quero saber mais.
_Ok. Eu só precisava contar.
_...
_...
_Eu nunca vou poder ver esse cara, você sabe, né?
_É. Imaginei.
_Mas você sabe o porquê?
_Pelo mesmo motivo que eu jamais poderia ver o seu cara caso você me contasse algo do tipo.
_Eu vou imaginar o cara mexendo o quadril no ritmo de Fade toda vez que a gente se ver.
_Desculpa...
_É, ok. Pelo menos não teve merda dessa vez.
_Ah....
_O quê?
_Bom, quatro pedaços de pizza, né?
_AH MEU DEUS!



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Esse post é pra dizer que eu amo a irmã do Pirituba e amo o quanto ela escuta minhas histórias sem julgar (muito) ♥ Ele pode (ou não) ter sido baseado em uma conversa que a gente já teve em algum momento desses quase SETE anos de amizade. 
E não, não teve cocô de novo. Ufa.


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto: Eu tô voltando

Eu vim aqui porque queria postar um negócio triste sobre o-cara-que-morreu, o aniversário que passou e a coisa meio bizarra de terem tornado a página do Facebook dele em um memorial onde as pessoas podem escrever coisas pra ele, ou sobre ele, e compartilhar momentos e blábláblá.
Eu vim aqui porque eu vi a foto dele no Instagram, aí fui ver a página no Facebook porque eu não lembrava se tinha excluído e, bem, não excluí.
Tá lá ainda.
Eu provavelmente nunca vou excluir, e essa é uma parte bem masoquista minha.
Eu quase nunca penso nele, mas quando eu penso é sempre com uma pontinha de saudade e dor e talvez arrependimento.
Quase nunca, mas quando eu penso é... Complicado.
Tipo agora.

Eu vim aqui porque queria escrever AQUI o que eu jamais escreveria no mural do memorial do Facebook por muitos motivos (sendo "eu não quero" o principal deles), mas tudo acabou meio que perdendo o sentido porque, sinceramente, tanto faz. 





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Saudade é um bagulho muito louco porque quando dá é sempre com os dois pés no peito de uma vez, né? Aff.



terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Sei Mais do que eu quis, mais do que sou e sei do que sei

Tem o meu trabalho, né? Que eu já disse que é uma bosta e da qual eu não posso me livrar até arranjar outro, ou o meu pai conseguir se aposentar oficialmente - O que acontecer primeiro.
Tem isso, eu já disse.
Já disse também que meu chefe é possivelmente uma das piores pessoas com quem eu já tive que conviver. Nada disso é novidade.
Mas eu deixei o tempo passar e fiquei procrastinando pra falar sobre isso porque é uma situação pesada e, se eu puder NÃO PENSAR/FALAR/LEMBRAR DA EXISTÊNCIA quando estou fora da firma é isso o que eu vou fazer e quero ver quem é que vai me obrigar a fazer o que eu não quero (tirando, é claro, continuar nesse trampo pelos motivos já citados aí em cima).
Eu enrolei pra falar e agora eu acho que tenho uma nova visão sobre a situação toda.
Posso ir do começo? Vocês se sentem de um jeito confortável aí enquanto vão lendo isso porque é um DAQUELES TEXTOS que eu sei como começa, mas não faço ideia de como vai terminar.
Vamos lá?


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2016 foi esse grande cocô mole com restos de milho em 8 de 10 aspectos da minha vida, incluindo o trabalho. O que começou como um ano promissor num trampo que eu tava curtindo terminou com a grana contadinha no.... bem... lugar que eu trabalhando.
Aí teve todo o choro, todo o ranger de dente, todas as vezes em que eu me peguei totalmente chorosa e incapaz de reagir coerentemente a uma situação simples que em outras épocas eu teria tirado de letra.
Na quinta feira da semana do meu aniversário (dia 22 de dezembro, se eu não estiver enganada e não vou confirmar agora se estou ou não) eu fui, como quem não quer nada, na terapeuta que trabalha pro-bono no centro espírita que meus pais frequentam. Eu fui como quem não quer nada mesmo, porque eu fui lá pra fazer outras coisas e, coincidentemente, ela estava lá ao mesmo tempo que eu e tinha um horário livre. Eu fui pra ver como era só (e porque eu tava num nível de choro e autopiedade que estava ME irritando) e saí de lá com outro clima. Foi bizarríssimo.

Basicamente a mulher que tinha acabado de me conhecer (e me viu chorando de boca aberta apenas após me dar OI. Sério. Eu entrei na sala dela, ela disse "Oi, Beatriz, boa noite!" e eu COMECEI A CHORAR. Olha o nível) me disse coisas que a mulher com quem eu estava me consultando há A-N-O-S vinha me dizendo há anos. 

E aí eu saquei que 2016 estava terminando com uma BAITA CHANCE pra eu encerrar os rolos que eu tinha começado há anos atrás. O fato de que o meu chefe me desestabilizava a ponto de me deixar totalmente inofensiva e frágil e vulnerável e chorosa como eu não ficava desde antes da morte da minha avó era só mais uma chance de eu lidar com o meu bom e velho medo de demonstrar sentimentos porque isso me deixa vulnerável.

Eu aceito isso, é claro, mas eu acho que se A VIDA/DEUS/O DESTINO ou qualquer outra força cósmica estava interessada em me dar uma prova bem que poderia ser uma mais fácil e que não envolvesse assédio moral. Eu ia aprender do mesmo jeito. Enfim....

Meu chefe e eu temos isso em comum. A coisa de não demonstrar sentimentos, eu digo. Claro, a gente demonstra de jeitos diferentes (eu faço piada, ele humilha os outros), mas é basicamente a mesma coisa. O homem acha que, caso baixe a guarda e seja LEGAL, o mundo vai cair e as coisas vão sair do controle dele. É foda, cara. Eu não posso falar muito sobre o meu chefe sem expô-lo aqui (e não é porque ele é um grandecíssimo pau no cu que eu preciso ser também), mas fazendo um esforcinho e exercitando a empatia dá pra entender o porquê dele querer tanto o controle e ficar tão puto quando perde.

Eu nem preciso exercitar MUITO a empatia, na real, porque eu sei exatamente o quanto é horrível perder o controle das coisas.
Eu perco o controle das coisas e largo uma faculdade no penúltimo ano porque não é minha praia.
Eu perco o controle e rio de um pedido de namoro sério.
Eu perco o controle e perco, na mesma tacada, minha melhor amiga e meu namorado (?)
Eu perco o controle, me apaixono, decido me jogar de cabeça e aí o cara vira monge.
Eu perco o controle, faço uma loucura por conta dos hormônios e aí uma cagada (risos) bota tudo a perder.
Coisas ruins acontecem quando eu perco o controle da situação e demonstro o que eu sinto. Eu tenho um puta histórico.
Então eu simplesmente me fecho, deixo pouquíssimas pessoas entrarem na minha vida e mantenho tudo sob controle. É assim que eu quero que seja, mas não é assim que deve ser.
Eu sei disso, mas é TÃO DIFÍCIL!
 É tão COMPLICADO não deixar as coisas "ruins" que me aconteceram definir o que eu sou e o que eu quero ser. É tão DIFÍCIL confiar nos outros e quase impossível DEPENDER dos outros.
Mas no man is an island, né? Eu não posso fazer isso comigo mesma e me limitar a perder as pessoas e as situações simplesmente porque alguém, no passado, me deixou vulnerável quando eu demonstrei meus sentimentos. 
Não posso e tô decidida a não deixar mais.
Eu sei que já falei isso umas quinhentas vezes (viu, Terapeuta do Capeta?), mas sei lá... AGORA VAI, PORRA.
Eu consegui achar uma coisa boa no meu chefe ser um babaca, vejam só vocês.
Eu não vou deixar o fato dele ser um babaca me afetar MAIS do que já afetou. 

É um trabalho, é o que eu faço pra pagar minhas contas, é um trampo honesto e estou fazendo isso pelos meus pais e vou fazer do melhor jeito possível porque é assim que eu sou. Se tiver um cara babaca no caminho, paciência. E paciência MESMO. E força pra superar tudo.

E muito, muito, muito amor ao meu redor pra eu conseguir segurar essa barra. 
Porque eu cansei de bancar a valente independente e tentar manter tudo sozinha. Eu não consigo e não quero mais gastar energia tentando.


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E é aí que começa a coisa toda porque, vamos lá (de novo), no man is an island. E então eu decidi que vou fazer, pelo menos uma vez por mês, um post pra alguém que eu amo ou que é importante pra mim. Eu vou fazer mais do que isso, claro, vou demonstrar pra todo mundo que é importante o quanto são importantes. Mas é isso que eu faço e gosto de fazer: Escrever.
E eu gostaria que escrevessem pra mim, então tô fazendo ao próximo o que gostaria que fizessem pra mim (?). Vale, né?
Então eventualmente eu vou distribuir amor gratuito. Porque sim.
Porque as pessoas que me magoaram e me fizeram perder a fé nas coisas importantes não vão ter mais a importância que eu tava dando pra elas na minha vida. Esse lugar vai ser pra quem EU QUERO BEM E ME QUER TAMBÉM.
Chega. Vamos deixar 2016 e tudo que veio antes pra trás.


(eu ainda vou falar do meu chefe, mas não agora)

sábado, 31 de dezembro de 2016

...Estamos na luta pra sobreviver!

(a.k.a "Retrospectiva 2016, pt 2)

Esse post é a versão 2016 de uma sugestão do (falecido) Rotaroots.


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Janeiro



Em janeiro teve show da Mangueira de última hora, presente e cortesia da Renata Mie, com direito a Bethania, Chico, Angela Ro Ro, Martinália e grande elenco ♥


Em janeiro teve também Bloco Soviético, batom vagabundo e eu não conseguindo escrever "BAILE DE FAVELA" direito porque eu sou canhota, perdão.

Fevereiro



Em fevereiro teve Aniversário da Renaja com direito a um grande elenco de pessoas baixas ♥


Em fevereiro teve Carnaval e eu passei mal num bloco pela primeira vez - SEM BEBER - porque minha pressão caiu absurdamente. E fiquei com essas duas pessoas da foto (uma absurdamente bêbada e a outra passando tão mal quanto eu) ilhada em Perdizes sem saber o lado pro metrô. hahahahaha

Março


Em Março eu tava trabalhando no Centro antigo de São Paulo e tirando fotos maravilhosas como essa.


Em Março eu conheci a "casa de vidro" desse sujeito da foto, fiquei totalmente perdida e admirada com o fato de alguém conseguir morar numa "casa de vidro" sem se perder.

Abril


Em abril eu apareci na Globo na final do Campeonato Paulista de futebol fazendo o Amigo com Alma Russa morrer de rir com meus comentários sobre o DRONE que daria o chute inicial do jogo.
"Um drone, mano! Um drone, puta que pariu, é um drone!"


Em abril teve Hopi Hari por conta da firma do migo. Obrigada, firma do migo.


Em abril teve Trifon e teve essas duas moças maravilhosas ♥

Maio


Em maio eu comecei a trabalhar perto de casa e tirei fotos da igreja da Vila já que eles tiraram as árvores pra gente ver a fachada da igreja.


Em maio teve ENCONTRO DE NAJAS na casa do Nelxo, com direito a análises de letras do Roberto Carlos, bailinho e muito amô parmera.


Junho


Em junho teve Festa Junina e eu comi pra caralho.

Julho


Em julho teve Lo & Samuel Rosa e meu Deus, eu descobri que se eu for namorar de novo um dia vai ser com alguém que me olhe do jeito que o Lo olha pro Samuel.

Agosto


Em Agosto teve Parmera. Pra caramba.


Parmera até não caber mais, até avatar Parmera teve.

Setembro


Em setembro não teve mais </3

Outubro


Em outubro teve a festa surpresa mais maravilhosa que eu já participei na vida, pra uma das pessoas mais incríveis que eu conheci esse ano. Tudo com muito Parmera no meio, claro, porque tudo de bom que aconteceu esse ano teve o Parmera no meio.


Em outubro teve também rolês avulsos Carregada e Amigo com Alma Russa, minha dupla predileta desde 2010. Teve retorno dos emails matinais também ♥

Novembro




Dezembro

Em dezembro teve minha campanha pra doação de sangue (e essa sou eu doando dia 21 com minha tia ao fundo).


E em dezembro teve mais minha família, como foi em 2016 inteiro. Não foi um ano totalmente terrível, eles estiveram sempre comigo ♥




....E eis minha última selfie de 2016:


domingo, 25 de dezembro de 2016

Merry Christmas I don't want to fight tonight

Oi, gente. Como 'cês tão?
Espero que empanturradinhos de comida, com os olhinhos pequenininhos de tanto comer e beber e com alguns presentes bons a mais na conta - mas tudo bem se não tiver nada disso desde que estejam felizes. A quem interessar: O final de semana foi o melhor momento da minha (hã...) semana, contando nisso o meu aniversário. 

"Ainnn, você teve um aniversário ruim?"

Olha, só a parte que eu passei no trabalho - porque meu chefe é um merda - mas, levando em conta que eu passei das 8h às 18h naquele lugar... O dia só ficou bom quando eu pisei em casa e tinha festa surpresa pra mim organizada pelos meus pais.

Eu preciso falar do meu chefe, eu preciso falar do meu aniversário, eu preciso falar dessa semana e de um ou outro assunto daorinha aí que rolou, mas eu tô é bem ROLANDO DE CHEIA de tanto que eu comi nesse Natalzão gostoso de meu Deus (e ainda não acabou porque tenho um monte de doce não comido na geladeira e meu pai tá fazendo churrasco de novo) e a preguiça é a mãe de todos os pecados (mas mãe é mãe e a gente precisa respeitar). Vamos a um CATADÃO DE ASSUNTOS só pra manter aqui atualizado.

1. Sábado passado, dia 17, acordei de cu virado e decidi que ia cortar o cabelo. Mas não cortar POUQUINHO: Eu ia CORTAR PRA VALER, PRA CARALHO, UM MONTÃO o meu cabelo. Superei o meu medo de virar o Mike Myers no filme que ele é um gato e virei A PAOLA BRACHO (inclusive se a segunda foto fosse um vídeo ela teria essa trilha sonora). Confiram comigo o Antes e o Depois:





2. Aniversário da minha melhor amiga foi dia 19 e fomos pra casa dela cantar no videokê e comer pavê e rabanada (porque ela tá viajando e não passou o Natal no Brasil, o que implicou no fato de que a mãe dela não fez os doces, mas ela foi ixperta e pediu de aniversário no lugar do bolo). Bela noite. Cantei, exibi meu cabelinho novo e, na hora do parabéns, puxei um coro pra todo mundo cantar a música da Panificadora Alfa. Porque é esse tipo de amiga que eu sou.




3. Caras, ouçam a música da Panificadora Alfa;



4. Eu ACHO que finalmente virei a musa de alguém. ACHO.
Porque não sei se já contei esse meu trauma aqui mas, nessa história de só namorar engenheiros, eu nunca tinha ganhado UMA LINHA escrita pelos meus amores - e eu lamento até hoje nunca ter guardado cópia das coisas lindas que escrevi pra todos os ex-namorados, porque eram todas lindas.
Aí eu tinha suprimido superado isso, até que dia desses um dos caras que foi assunto recente nesse blog (não direi qual [mas só teve um, então...]) escreveu um texto sobre dar mancada e o famoso ghostling ocasionado pela babaquice que olha, só não me fez vestir a carapuça e sair pulando por aí porque meu cabelinho tá realmente bonito demais pra eu colocar um chapeuzinho e esconder. Mas eu mostrei pra todo mundo e desenvolvi sentimentos conflituosos sobre o texto, o cara e a situação como um todo. Porque, se era pra mim, o cara SABE que foi babaca e contina sendo babaca mesmo assim, o que faz dele um babaca E UM BUNDA MOLE. E, se não foi pra mim, o cara foi babaca COM OUTRA PESSOA e puta que pariu, aí ele é só babaca e dói pra caramba saber que tenho sentimentos conflitantes sobre uma pessoa que tem por hábito ser babaca. Deu pra entender? Não, né. Pois bem. Eu só decidi contar meio por cima aqui porque preciso falar disso algum dia e esses lembretinhos servem pra eu ler e falar "ahhh, acho que já prescreveu esse aqui e já dá pra contar, vamos lá". E tem o bônus de ter visto um comentário no post que me fez ver que a internet é, de verdade, uma bolha. HAHAHAHAHAHAHA (chorando no cantinho).


5. PANIFICADORA AAAAAAAAAAALFA (PÃO QUENTINHO A TODA HOOOOORA)
Essa música gruda.


6. Meu chefe foi extremamente babaca comigo no dia do meu aniversário e sem motivo. Mais de uma vez, de modo constante, durante o dia INTEIRO. E eu cheguei em casa soluçando de tanto chorar e foi bem chato porque, como eu disse, tinha bastante gente lá porque tava rolando uma festa surpresa pra mim. É. Nem deu pra disfarçar que era choro de alegria porque eu CHEGUEI CHORANDO. Agradável demais, meus irmãozinhos.
O bom é que eu já tinha falado sobre isso com meus amigos durante o dia e eles tinham me dito que, quando a gente se visse, eles iriam compensar o meu dia ruim. Eu só não sabia que a gente ia se ver NO MESMO DIA - o que foi tudo mais legal.

7. Meus amigos, cara.... Eu preciso falar dos meus amigos.
2016 foi um ano merda e eu não canso de repetir isso, mas POR CAUSA DOS MEUS AMIGOS (e dos meus pais, mas calma) o ano foi absurdamente mais tolerável. Meus amigos foram incríveis. TODOS ELES. Não só os Parmera, embora eu fale mais deles do que de todos os outros, mas os outros também. Principalmente o Amigo com Alma Russa e a Carregada. Meu Deus, eu acho que o ano teria sido MUITO PIOR se eu não tivesse esse bando comigo. Eu acho que nunca terei como agradecer completamente aos meus amigos por terem estado ao meu lado durante esse ano. Eu vou tentar, mas não sei se vou conseguir.
Segue uma foto dos dois (porque só postei Parmera o ano todo):



Aliás, faço um adendo aos leitores desse blog que ME CUMPRIMENTARAM PELO MEU ANIVERSÁRIO. Ow, obrigada! Mesmo! Muito amorzinho da parte de vocês ♥

8. Como meu chefe tentou estragar meu aniversário (e conseguiu por, tipo, umas 9 horas dele), eu decidi que NÃO IA TRABALHAR DIA 21. E não fui. Matei o trampo. Pra não bater a culpa de ser desonesta eu fui fazer o meu próprio presente de aniversário e fui com minha tia doar sangue na minha própria campanha (aliás, falando nisso, até agora DOZE pessoas já vieram me falar que doaram. Obrigada, obrigada!). Doei, voltei pra casa antes das 10h e DORMI O DIA INTEIRO, ME JULGUEM. Claro que meu chefe achou que eu tinha enchido a cara no dia 20 e não fui trabalhar porque estava de ressaca. Babaca pra caralho, né? Eu não esperava nada diferente.


9. Meus pais fizeram 30 anos de casados no dia 20 (casaram no civil dia 17, mas toda a vida comemoraram dia 20, que foi o dia do religioso). Reza a lenda que era pra eu ter nascido dia 19, que mamãe sentiu dores e chegou a ir pro hospital, mas mandou um "AH, NÃO VAI NASCER HOJE NÃO, O COMBINADO ERA AMANHÃ". Aí voltou pra casa e no dia 20 bem cedinho já tava na maternidade. A gente não pode negar que a mulher sabe economizar na festa, né?
Eis aqui uma foto dos meus pais em 20/12/1986:



10. Eu também preciso falar sobre os meus pais e de como essas duas criaturas aí em cima são responsáveis por tudo o que eu sou, por tudo o que eu tenho e por tudo o que um dia eu possa me tornar. O tanto que eu amo meus pais é um bagulho que 2016 também botou em evidência.


11. 2016 também me fez voltar (ou começar) a acreditar um pouco em religião. Pode ser porque o ano foi uma merda, porque a grana tava curta ou porque em todos os momentos em que eu me botei em estado de prece e rezei as coisas meio que deram uma acalmada. Não sei e sou cética demais, pra mim tudo ainda por ser uma grande coincidência, nunca se sabe. Eu PRECISO falar sobre isso também, 2017 já começa com muitos assuntos encaminhados.


12. Eu ainda devo voltar com pelo menos mais 2 posts esse ano (um deles já tá programado e é certeza, o outro só virá se eu conseguir falar de pelo menos um desses assuntos aí em cima), mas caso a preguiça vença eu só gostaria de desejar a todos vocês um 2017 melhor que 2016 - e isso vale pra quem teve um ano merdoso e um ano maravilhoso. Que seja melhor. Que seja SEMPRE melhor. A gente merece.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

No novo tempo, apesar dos perigos, da força mais bruta e da noite que assusta...

aka "Retrospectiva 2016 - parte 1"

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Recapitulando dezembro de 2015...
Meu aniversário, férias, comida, família, várias festas... Dezembro é sempre um mês intenso e maravilhoso. Ano passado fiz festa de aniversário num videokê, numa tarde ensolarada de sábado, e foi tudo de bom. Que mulherrrrrr é dezembro!

PONTO ALTO
Meu aniversário! Claro!

PONTO BAIXO
Não teve. Dezembro geralmente é um mês maravilhoso!




Janeiro
Tags: Bethânia, Cartas, Autoconhecimento


PONTO ALTO
Em janeiro eu fiz o lance das 30 cartas pra pessoas que eu gostaria de escrever coisas, um baita exercício de autoconhecimento e de coisas que eu precisava dizer, mas não tinha coragem ou oportunidade (pra maioria delas ainda não tive). Foi o começo do fechamento (?) do processo de autoconhecimento que eu vinha fazendo na terapia. Teve também um convite inesperado pra ver a apresentação da Mangueira (a escola de Samba) com vários convidados, inclusive a Bethânia e o Chico. Foi um mês maravilhoso e cheio de coisas inesperadas que me fizeram crer que o ano seria bem bom.

PONTO BAIXO
Eu tava sem trampo, então a grana foi BEM CURTA.


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Fevereiro
Tags: Carnaval, Idade, Coragem


PONTO ALTO
Meu Deus, o Carnaval......... Como o Carnaval desse ano foi lindo!
Pra variar eu não saí de São Paulo (ainda sem grana, né?) e, pra variar, a minha festa foi na rua. Teve o aniversário de uma amiga queridíssima no meio dele e várias outras coisinhas deliciosas que rolaram, inclusive um final de semana inesperado no litoral por causa de um freela do meu pai.

PONTO BAIXO
Eu estava sóbria, eu juro. Na verdade, eu só tinha tomado ÁGUA e SUCO, então nem bebida alcoólica eu tinha tomado. A culpa foi da idade (não sou mais um neném, infelizmente) e do calor do capeta, mas minha pressão caiu DO NADA no meio de um bloco de Carnaval e eu tive que abandonar a farra em um dos dias. Amigo com alma russa, meu fiel escudeiro (também sóbrio), também passou mal e nós dois passamos um agradável momento sentados num ponto de ônibus nas Perdizes esperando o ônibus pra ir pro metrô Madalena e vomitando em banheiros de bares enquanto víamos a treta na apuração do Carnaval de São Paulo. Foi bonito? Não foi. Foi intenso? Ô SE FOI.



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Março
Tags: Centrão, DiCaprio, Camisa amarela da seleção e protesto na Paulista

PONTO ALTO
Bom, acho que foi o último mês do ano com as coisas realmente e totalmente boas. Comecei o freela no centrão, Leonardo DiCaprio ganhou um Oscar, eu reparei que só amei mesmo, DE VERDADE, alguém que não fosse da minha família e por quem eu tinha sentimentos... Digamos... Carnais....


PONTO BAIXO
Foi em Março que começou a patifaria do impeachment. Foi em março que eu simplesmente PAREI de assistir jornais porque eu simplesmente passava tempo demais gritando com a TV e reclamando de todo mundo sendo filho da puta e ficando nervosa pra caramba com isso.


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Abril
Tags: Daiso Japan. Desilusão. Cilada.


PONTO ALTO
Eu descobri a existência da Daiso Japan. Eu não morri.

PONTO BAIXO
O cara louco entrando armado no Busão com a cara de quem tava totalmente desorientado e ia fazer merda e reparando que tava no ônibus errado, descendo dele tão repentinamente quanto entrou e me deixando com o cu na mão. Ou pode ser eu ter saído de novo com o Bunda Mole, caindo de novo no comportamento babaca dele, é possível.


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Maio
Tags: trabalho (x3)


PONTO ALTO
Eu arrumei um emprego exatamente uma semana após acabar o freela do Centrão, o que de certa forma diminuiu a sensação da PINDAÍBA em que eu estava. Foi em maio também que eu percebi que muito além de ser um alívio cômico para os meus dias, o Grupo Parmera poderia ser também um lugar pra eu encostar (figurativamente) minha cabecinha e chorar (não tão figurativamente).

PONTO BAIXO
Eu arrumei um emprego exatametne uma semana após acabar o freela do Centrão - mas eu ainda não tinha como saber que esse trabaçho ia ser uma benção e uma maldição, então eu talvez esteja sendo injusta ao apontar isso como algo negativo desse mês, mas eu SINCERAMENTE não ligo porque nada nesse emprego é certo ou justo mesmo, então foda-se.

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Junho
Tags: PARMERA, PAIXONITE, PUTA QUE PARIU A POLÍTICA DESSE PAÍS.



PONTO ALTO
12 de Junho, Palmeiras e Corinthians. Clássico. Vitória verde. No mesmo final de semana uma cantada inesperada de um moço maravilhoso por quem eu secretamente tinha uma quedinha desde.... Sei lá... 2011, talvez.

PONTO BAIXO
PUTA QUE PARIU A POLÍTICA DESSE PAÍS.

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Julho
Tags: Lo Borges - Samuel Rosa ♥


PONTO ALTO
Ver Lo e Samuel juntos por menos de cinquenta golpes no Sesc Pinheiros e rever uma amiga queridíssima no processo.

PONTO BAIXO
Todo o resto do mês, creio eu. Foi em julho que eu meio que desisti de 2016

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Agosto
Tags: Olimpíadas


PONTO ALTO
MEU DEUS, TEVE OLIMPÍADAS. COMO É LINDO TER OLIMPÍADAS. VOLTA COPA, VOLTA OLIMPÍADAS.


PONTO BAIXO
Todo o resto. Hahaha
Eu sinceramente poderia lançar um "todo o resto" pra todos os outros meses de agosto até dezembro que não seria mentira. A paixonite que eu tava sentindo ali atrás acabou com o cara sendo um tremendo babaca e em agosto eu estava REALMENTE irritada e mal por causa disso. A sorte é que teve Olimpíadas, porque senão eu teria ficado muito mal.


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Setembro
Tags: Luto (o substantivo, não o verbo)


PONTO ALTO
Não teve. Eu teria que ser muito Pollyana pra dizer que as notícias de setembro me fizeram sentir menos o que aconteceu em Agosto, mas eu não sou Pollyana. As notícias de setembro só se acumularam com as notícias de agosto e eu me senti mais mal que tudo.

PONTO BAIXO
Notícias sobre a morte de um cara por quem eu fui absurdamente apaixonada. Uma morte boba, estúpida, completamente desnecessária e idiota.

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Outubro
Tags: Parmera, Rio Djanero.

PONTO ALTO
Meu Deus, como as pessoas do Grupo Parmera são maravilhosas. A gente se articulou em segredo e fez a melhor coisa de 2016 so far: Uma festa de aniversário supresa pra um de nós (ouso dizer que está no TOP 3 no quesito "melhores pessoas"). Foi lindo, foi emocionante, foi cheio de momentos maravilhosos que vão ficar pra sempre na minha memória e no coração. Como essas pessoas são maravilhosas.
Ah, e teve o Rio Djanero. Eu não fui pra lá, mas POR CAUSA DELE eu tive uma das coisas mais legais do ano também (e ainda não posso falar sobre isso porque o crime não prescreveu).

PONTO BAIXO
Eu não lembro de muita coisa ruim sobre outubro. Surpreendentemente. Talvez o ponto baixo tenha sido o trabalho, mas desde maio ele tem sido ruim, então OK.

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Novembro
Tags:  Futebol, luto (o substantivo novamente), grandes surtos de raiva


PONTO ALTO
PALMEIRAS CAMPEÃO NACIONAL, PUTA QUE PARIU, QUE TIME MARAVILHOSO. QUE VIDA MARAVILHOSA. QUE DELÍCIA DE CAMPEONATO. Eu achei que fosse demorar muito tempo pra eu ver o Parmera Campeão em um campeonato de pontos corridos, mas ACONTECEU. 
Novamente tudo ficou uns 300% melhor por causa do Grupo Parmera.

PONTO BAIXO
A Chapecoense, caras. A Chapecoense :(


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Dezembro


Dezembro eu vou resumir mais pra frente como sempre. Mas é quase a metade dele e até agora eu tive mais pontos negativos que positivos. Tio da minha mãe (outro) faleceu, minha Bisa tá sentindo o baque profundamente, o trabalho tá uma zona (eu preciso escrever sobre meu chefe), a grana tá curtíssima e o país tá indo de mal a pior. Por sorte ainda faltam os eventos salva ano: Meu aniversário, o Natal e o Ano Novo, de modo que, embora eu não queira fazer nada dia 20 (meu aniversário), eu ainda tenho esperança de que alguma coisa boa de fato aconteça. Fiquem ligadinhos.